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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Mal de amor


Mal de Amor


Toda pena de amor, por mais que doa,

No próprio amor encontra recompensa.

As lágrimas que causa a indiferença

Seca-as depressa uma palavra boa.



A mão que fere, o ferro que agrilhoa,

Obstáculos não são que Amor não vença,

Amor transforma em luz a treva densa;

Por um sorriso Amor tudo perdoa.



Ai de quem muito amar não sendo amado,

E depois de sofrer tanta amargura,

Pela mão que o feriu não for curado...


Noutra parte há de em vão buscar ventura:

Fica-lhe o coração despedaçado,

Que o mal de Amor só nesse Amor tem cura.


Ana Amélia Carneiro de Mendonça

Grande poetisa e feminista que partiu em 1971.



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